Me apaixono por trechos de livros que nunca li

“Eu sou um desses que busca. Existem, creio eu, milhões de nós. Nós não somos infelizes, mas também não estamos muito contentes. Continuamos a explorar a vida, na esperança de descobrir o seu mais mágico segredo. Continuamos a explorar a nós mesmos, na esperança de entender. Nós gostamos de caminhar pela praia, somos atraídos pelo oceano, tomados por seu poder, seu movimento incessante, o seu mistério e beleza indizíveis. Gostamos de florestas e montanhas, desertos e rios escondidos, e das cidades solitárias também. Nossa tristeza é tanto parte de nossas vidas como é o nosso riso. Compartilhar a nossa tristeza com alguém que amamos é talvez motivo para uma das maiores alegrias que conhecemos – a menos que seja para compartilhar nosso riso.

Nós, os ‘buscadores’, somos ambiciosos apenas pela própria vida, por tudo de lindo que ela pode proporcionar. Acima de tudo nós amamos e queremos ser amados. Queremos viver em um relacionamento que não vai impedir o nosso divagar, nem impeça a nossa busca, nem bloqueie-nos em muros de prisão; que nos aceite pelo pouco que temos a oferecer. Nós não queremos ter que provar a nós mesmos para o outro, ou competir por amor.

Para viajantes, sonhadores e amantes, para os homens e mulheres solitários que se atrevem a pedir da vida tudo de bom e de bonito. É para aqueles que são demasiadamente gentis para viver entre os lobos.”

James Kanavaugh, ‘There Are Men To Gentle To Live Among Wolves’
(trecho rapidamente traduzido, original aqui)
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