Um caderninho (ainda que digital)

Sabe o que costuma salvar pessoas sozinhas, tristes ou revoltadinhas? Além das roupas dark, um caderninho.

“Só não morri ainda por causa da literatura”, confessou uma vez a escritora Lygia Fagundes Telles.

Eu digo mais: só não perdi o compasso, a linha de raciocínio e a esperança por causa da escrita.

E daí que eu não tenho nem 1% da qualidade literária da Lygia? Estamos aqui falando de se expressar, e não se expressar lindamente.

O mais bonito, na verdade, é poder também acompanhar a sua própria linha de raciocínio (ou a falta dela) e tentar se entender. Às vezes a gente passa por situações tão entristecedoras que não queremos nem contar pra ninguém, mas que não faz mal colocar a saber esse interlocutor imaginário, que tudo-entende-e-tudo-sabe porque, né, na verdade ele é você.

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