O espírito de coletividade japonês

Desde a última sexta-feira temos visto uma avalanche de notícias acerca dos perigos da radioatividade na área de Fukushima 1, onde fica o Reator 3, que tem sido motivo de preocupação internacional. O Primo explica toda a engenharia da coisa muito melhor do que eu, mas o ponto é que o mundo está de olho na região japonesa que está exigindo extrema dedicação dos engenheiros e técnicos para que estes consigam resfriar o núcleo do reator.

A tarefa não é das mais simples, principalmente porque envolve a possível exposição a radioatividade, mas os 50 responsáveis pelo resfriamento do reator estão firmes e fortes no objetivo de sacrificar a própria saúde em prol do bem da nação.

Já imaginou um acidente desse tipo em terras tupiniquins? Galera liga pros contatos e pede para sair correndo, entra no primeiro avião que conseguir e vai para qualquer canto da terra que pareça mais seguro. Nossa solidariedade se resume a dar copo d’água para quem bate na porte de casa e, vá lá, enviar ali alguns agasalhos para a campanha do inverno ou alguns mantimentos e objetos de higiene para os desabrigados pelas chuvas. Enquanto isso, tem 50 japoneses determinados a resolverem um problema de alto risco, sacrificando o próprio bem estar físico, tudo para evitar que mais pessoas precisem sofrer com isso.

Assim, convido você, amigo que marotamente acha que brasileiro é solidário, que é preocupado com o vizinho e que é um povo receptivo, a pensar em QUANTOS fellow brazucas você acha que estariam dispostos a ficar em uma área radioativa para proteger não seus familiares ou amigos, mas seus compatriotas.

Agora, por gentileza, um minuto de reflexão sobre o nível de altruísmo desses japoneses.

Porque eu tenho certeza que eu pulava fora no primeiro veículo automotor que me levasse para longe do perigo.

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