Caminhos

Às vezes acontece de sermos estupidamente inspirados por um único acertozinho. A gente acha que chegou no topo e então sente aquela pontadinha de orgulho. Pois bem, fique atento. A queda se mostra muito mais dolorida.

Acontece com gente como eu, que decide que dá pra se virar sem GPS em uma cidade tão *simples* como São Paulo. “Ah, mas tem muita placa…”. É verdade, a capital paulista é extremamente sinalizada, mas perceba, eu não disse *bem* sinalizada.

No final das contas, se você for fazer um caminho curtinho, de dia, e de quebra levar algumas indicações na manga até que dá pra fazer o caminho com apenas um ou dois retornos básicos, mas não considere isso uma vitória frente ao nosso santo GPS.

Porque chegar no Centro de Exposições Imigrantes às 10 da manhã é fácil. Eu quero é ver sair de lá e chegar na Vila Madalena sem errar ABSURDOS como eu, e de repente dar de cara com uma placa luminosa que diz “Praia Grande: 54 minutos” enquanto atende o telefone com alguém desesperado do outro lado da linha ao saber que você está ‘meio’ perdidinha.

Depois disso, circule durante cerca de 1h por ruas muito suspeitas de São Bernardo do Campo, em um local incrivelmente desprovido de placas de sinalização que orientem minimamente pra que lado mesmo ficava SP.

Se salvar e voltar à alguma rua de nome conhecido será seu grande consolo e você jamais superestimará a sua noção geográfica em uma cidade como a paulicéia desvairada. Vai por mim! E pelamoderdedeus, leva a droga do GPS contigo.

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