Esses TANTOS livros…

Meios de outubro e eu faço um balanço básico das leituras restantes no semestre, e minha conclusão é que ainda falta muita coisa.

No próximo 1,5 mês eu vou ter que completar toda a carga de leitura (ou engabelar) e fazer todos os trabalhos das respectivas matérias. O que faz com que eu sinta um pouco de culpa ao escrever esse post, já que enquanto escrevo essas linhas poderia estar lendo. Mas eu não ligo de verdade.

Isso me fez pensar que na verdade o número de leituras exigidas muitas vezes é exagerado. É impraticável.
A não ser que partamos do princípio de que os estudantes não têm vida, que usam seus finais de semana para fins acadêmicos e que não se importam de não terem tempo para mais nada, aí sim. Do contrário, tá tudo errado.

E eu nem tenho um lugar confortável assim pra ler...

E eu nem tenho um lugar confortável assim pra ler...

Isso me lembra a apresentação de Pierre Bayard na FLIP desse ano. Nela, Bayard argumentava que é humanamente impossível ler todos os livros que a academia requer, ou que as pessoas esperam que você tenha lido.
Ele acredita que cada um precisa ter registros básicos de um livro, como por exemplo do que se trata a história, qual a importância dela, qauais são seus personagens principais, essas coisas. Assim, Bayard é completamente a favor de resumos, em especial de narrativas. Para ele, para falar de um livro com propriedade nem sempre é preciso lê-lo por completo; muitas vezes basta folhear ou até mesmo ouvir falar.

Eu queria MUITO conseguir colocar as idéias de Bayard na prática na minha vida.  Somando só os livros da aula de literatura latino-americana, eu tenho já 1200 páginas; mais a Montanha Mágica do Thomas Mann (que é mágica SÓ pra ele), a somatória vai para 1900; E eu nem contei nisso tudo o que eu JÁ li!

Isso às vezes causa um desespero estranho, que beira o “largar mão de tudo”. A sensação de impotência/falta de tempo bate de tal forma que você passa a se sentir culpado por cada minuto “mal gasto”: dormir é desperdício, qualquer outra coisa é desperdício. Eu passei duas horas na biblioteca lendo um só título, fazendo anotações e tentando priorizar leituras. A vida é feita de escolhas.
Talvez escolher aplicar os conceitos de Bayard na minha vida acadêmica seja um tanto quanto pouco prudente, já que é esperado que eu adquira uma bagagem cultural exatamente agora, mas NESSE ritmo tá meio dificil.

Mas assim é a vida e assim são as coisas. E preferir é preterir.
Então eu vou ter que fazer um pequeno balanço, um ajuste de riscos que eu estou disposta a correr e mandar ver.

Também, quem mandou eu escolher cursar justamente Estudos Literários?
Agora, aguenta.

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2 opiniões sobre “Esses TANTOS livros…

  1. Então… só pra vc ficar mais desesperada com livros pra ler, já deu uma passada no último post do Luli? :)

  2. Marcelo,
    Eu vi; e acredite se quiser, eu também tenho uma listinha parecida com aquela dos livros que eu quero ler. Começo até a classificar, livros de facu, livros de lazer, livros de interesse paralelo.
    O problema é achar TEMPO para ler tudo isso.

    Bom, o problema sempre é tempo né?
    Faz parte.

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