Estamos lendo mais, menos, ou a mesma coisa?

Parece besteira, mas eu tenho cá comigo uma teoria interessante: as pessoas têm lido mais nos últimos tempos.
Principalmente por computador.  São portais de notícias, posts, artigos, emails, feeds rss, uma infinidade de coisas que se lê diariamente, numa proporção que acredito ser muito maior do que se fazia há alguns anos atrás, na época pré-internet.

Talvez a diferença esteja exatamente na quantidade de leitura por vez. Lemos mais, mas em trechos mais segmentados. Estamos acostumados com notícias a la Blue Bus, a artigos curtos e objetivos, a posts que não sejam muito grandes – okey, talvez sejamos capazes de suportar um pouco mais de texto se o assunto for bom.

Será que a literatura vai acompanhar esse tipo curto e grosso de ler dos novos tempos?

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2 opiniões sobre “Estamos lendo mais, menos, ou a mesma coisa?

  1. Talvez isso venha de antes da Internet.

    Já tem muito tempo que existem crônicas curtas nos jornais. Contos curtos já estão bem consagrados – vide Luís Fernando Verissimo. Mais antes ainda, até os capítulos de folhetim do Machado de Assis não eram curtíssimos?

    Esse formato de literatura parece uma daquelas coisas que já existiam por aí e a Internet catalizou. Nas dimensões da Internet, é claro!

    Por outro lado, quanto à primeira pergunta, acho que é verdade: parece que estamos lendo muito mais. E escrevendo mais, também, ainda que sejam textos tão curtos quanto um email, um MSN, ou comentário em um blog. Isso é bom? Deve ser. Ruim certamente não é.

  2. Concordo.
    Mas se pedirem a opinião de erúditos (como insiste o Millôr), acadêmicos, hermeneutas e exegetas, eles sempre dirão que cada vez se lê menos, e que cada vez pior, e que o fim dos tempos está mais próximo que nunca.
    É claro, não estamos lendo necessariamente o que eles consideram mais apropriado, mas estamos lendo muito, sim senhores.
    É só uma questão de tempo para que a nossa geração estabeleça os novos padrões.

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