Como você faz seus textos?

Cada um à sua maneira, cada um do seu modo. Todo mundo tem um jeito todo particular de fazer seus textos. Tem quem faça roteiro e tem quem sai desembestado escrevendo. Ou aqueles que se propõem um tema, passam algum tempo olhando o nada, formulam as coisas de cabeça e depois passam pro papel. Ou até aqueles que conseguem a proeza de quase que ditar o que querem escrever, sem muitas alterações.

Eu ainda não consegui criar um jeito pra fazer meus “escritos”. Algumas vezes eu gosto de me propor roteiros, quando tenho que me alongar no assunto. Outras vezes eu saio colocando as idéias pra virar letrinhas e assim vai. Acredito que seja uma questão de prática, experiências e aprimoramento.

E você, como se organiza para escrever sobre algo?

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4 opiniões sobre “Como você faz seus textos?

  1. Geralmente é uma questão bem pessoal e momentânea, que depende até do tipo de texto a que nos propomos.
    Para poesias, simplesmente escrevo, sem preocupações, o que me vem à mente.
    Para textos “normais”, costumo refletir por bastante tempo sobre o assunto, para formar uma opinião e conseguir expo-la claramente.
    Para textos científicos, cabe uma pesquisa acurada, seguida de diversas e diversas revisões e edições.

  2. Costumo escrever textos pequenos como comentários de posts, emails e notas à queima-roupa, direto no computador.

    Já os textos que exigem um fôlego intelectual maior passam por algumas etapas.

    Geralmente deixo alguns tópicos fermentarem na minha mente por algum tempo antes de escrever. Mas se fermentar demais, azeda.

    Pensar em tópicos parece coisa de cientista, o que para mim é um elogio.

    Muitas vezes eu sonho com idéias interessantes, e preciso anotá-las logo, senão corro o risco de esquecê-las antes de terminar o café da manhã.

    Depois, depende: às vezes escrevo numa folha de caderno, às vezes digito no computador.

    Neste aspecto sou semi-digital, ou meio-analógico, sei lá. Uso e gosto das duas mídias.

    Editar na tela é mais fácil, ágil. Corta, cola, muda, sobe, desce, tira. Parece que o texto fica mais leve.

    E quando escrevo analogicamente no papel o texto fica mais sério e grave.

    Outra coisa: vocês percebem como alteramos nosso estilo de texto conforme imaginamos quem será o leitor que vai fuçar nosso texto??

    A tendência é: quanto mais alta a patente do nosso leitor, menos pessoal fica a nossa prosa. Se temos que entregar uma resenha ao nosso professor de literatura autor de zilhões de livros, é difícil ser espontâneo e pessoal. A autoridade intimida.

    Por fim, sofro com a minha esquizofrenia texto-digital: tenho fragmentos de texto no Google Docs, em arquivos doc, em txt, em anotações no Palm e em folhas de caderno. Não chega a ser um caos perfeito (opa, um oxímoro!), mas é um problema. Estou usando o OneNote para tentar resolver isso.

    E mais uma última coisa: acho importante deixar o texto descansar por algum tempo e depois relê-lo. Sempre haverá algo a melhorar. Quanto tempo? O suficiente para que ele se apague da sua memória ROM mental.

    Ah, mais uma: É ótimo quando se pode contar com um revisor amigo disposto a ler, revisar e opinar.

  3. “Ou aqueles que se propõem um tema, passam algum tempo olhando o nada, formulam as coisas de cabeça e depois passam pro papel.” Você meio que descreveu meu método aí. Normalmente eu só sento para escrever quando boa parte do texto já está formulada (é muito comum que minhas melhores idéias para escrever apareçam durante o banho, vai entender). Ainda assim, é comum que a conclusão do texto mude durante a escrita. Só sei como uma história vai terminar quando começo a escrever, por mais que a tenha deixado “encaminhada” antes.

  4. Eu sinceramente acho que não há como uma pessoa dizer exatamente como escreve, muda de acordo com o que nos estamos sentido.

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