Opinião: “Quem matou os jornais?”, do Braincast #3

Não pude deixar de ficar rabiscando sobre esse assunto no meu “moleskine-paraguaio” photo enquanto ouvia o podcast #3 do Brainstorm#9, mais conhecido como Braincast.O episódio 3 desse podcast que, apesar de um pouco longo, é tudo de bom, trata de um assunto bem polêmico e abrangente: a possível morte dos jornais impressos.

Na minha opinião isso tende mesmo a acontecer. Os jornais de papel um dia pararão de circular, ou circularão em quantidade mínima, quase que sob encomenda. E quer saber? Montes de árvores agradecem.

Já sabemos que uma “mídia” não desvaloriza a outra; quando o cinema surgiu, as pessoas não pararam de assistir a filmes na TV por isso. Só que no caso do jornal e da internet, tratam-se de veículos muito semelhantes. E mais: a web consegue superar a mídia impressa, a partir do momento que permite uma maior interatividade e conectividade entre os assuntos.

Isso tudo falando só do jornal. Mas o advento da internet faz com que possamos imaginar diversas mudanças nos meios de comunicação. Hoje em dia alguém sem muito renome mas com conhecimento pode se tornar importante na WWW, lançar um livro, distribuir uma música demo de sua banda… E isso é ótimo! O problema é que somos sempre castastróficos em relação ao novo. E a imaginação do ser humano é muito fértil.

Senão vejamos: pegue um filme antigo e repare que todas as máquinas que tentam se parecer com ‘computadores do futuro’ tem centenas de botões multicoloridos, e são gigantescas! Hoje em dia temos o notebook, que pesa menos que um saco de arroz e tem mais utilidades que o Bombril. Há algumas horas foi lançado um mp3player que é do tamanho de uma caixa de fósforos, o novo ipodshuffle. Os Jetsons eram a caricatura do que se imaginava ser uma família do século XXI, entretanto não temos atualmente um engarrafamento de jatinhos por aí, nem fazemos sanduíches a partir de pílulas. Então talvez estejamos sendo um pouco dramáticos demais.

Jornal de papel deve ter sua decadência daqui pra frente, assim como teve seu auge há algumas décadas atrás. Mas a notícia não vai morrer, ela só vai trocar de meio. Assim como saiu das conversas pro papel, e do papel pro rádio, agora ela pode se mover para a internet.

As gravadoras não morreram quando o CD chegou esculhambando os lendários LPs, e não vai ser agora que irão morrer. Provavelmente elas terão que se adaptar a nova conjuntura: gravar o disco, fazer uma tiragem pequena do mesmo (para quem quer ter o prazer de ter o cd), e colocar pra vender online, faixa por faixa.

Ou seja, talvez o “novo” que estamos “prevendo” hoje seja como as máquinas grandes e com botões multi-coloridos dos filmes de antigamente. Podemos estar sendo um pouco exagerados em nossos devaneios. As coisas podem se tornar só um tantinho menos tradicionais do que são hoje: música nas mãos (mp3players), jornais nos ouvidos (podcast) e no computador.

E pensando bem, essa mudança de mídia dos jornais pode até ser bem interessante. Ou vai me dizer que você NUNCA teve vontade de dar um ctrl+F naquela matéria do jornal?

–PS: Eu sei que essa coisa de ficar só ecoando assunto de blog em blog é um pouco mal visto, mas relevemos esse post à categoria “Opinião”, tá bem?–
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Uma opinião sobre “Opinião: “Quem matou os jornais?”, do Braincast #3

  1. Não assiti, ou melhor, não ouvi o podcast. Mas acho que a internet não vai substituir o Jornal a ponto deste sair apenas “em quantidade mínima, quase que sob encomenda”. Não sei você mas eu adoro pegar aquelas folhas gigantes e me enrolar todo para ler. Leio blogs e sites de notícias de duas a seis horas por dia, mas prefiro ler via papel. Mesmo tento banda larga, palm, boas fontes de informação, acho a informação impressa mais agradável de ser lida.

    Além desse fator (gostar mais de ler no papel), outro que ajuda os impressos é a dificuldade para a obtenção da informação. Desde o simples fato que um jornal é mais barato que qualquer outra coisa que leia bits, até a procura por informações. hoje tenho 166 feeds no meu bloglines para poder filtrar o que acho interessante. enquanto se eu comprasse livros, acho que com uns 20 eu teria muito mais informações, menos superficiais e mais objetivas. Somada a 2 ou 3 assinaturas de revistas talvez já fosse sufiênte para abranger os mais diverços assuntos tratados hoje nos feeds por mim assinados.

    A grande vantagem indiscutível do papel vitual é a mobilidade, isso eu realmente não sei como eu poderia substituir. Acho que tenho uns 700 livros no computador, eles podem muito bem ser transportados em cds, pendrive ou a pela propria internet.

    É certo que a vida digital está sendo incorporada exponêncialmente por quem pode tê-la. Mas o bom e velho papel ainda demorará um pouco para perder seu espaço para nossos bits de cada dia..

    abraços..
    ahh! e a preparação para o vestiba, como anda?

    esse ano eu vou ter que amar o teu vestibular da fuvest, a federal daqui de pernambuco simplesmente está copiando o sistema de vcs.. :D o nosso vai ser mais light (80 questoes em 5hrs) mas provavelmente a prova vai ser bem parecida com a de vcs..

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